A maioria dos planetas rochosos pode não ter núcleo nem manto, sugere novo estudo

A maioria dos planetas rochosos pode não ter núcleo nem manto, sugere novo estudo
O modelo clássico de um planeta rochoso é conhecido: um núcleo metálico denso no centro, um manto de silicato ao redor e uma atmosfera fina na superfície. A Terra se encaixa perfeitamente nessa descrição. Mas, de acordo com um novo artigo submetido ao Astrophysical Journal (e disponível no arXiv), essa pode ser a exceção, não a regra. Para a maioria dos planetas rochosos da galáxia — especialmente os chamados sub-Netunos e super-Terras — a estrutura interna pode ser muito mais estranha. De acordo com o Space.com, os sub-Netunos são planetas maiores que a Terra, mas menores que Netuno, e representam o tipo mais comum de exoplaneta encontrado até agora. Sua formação, segundo a teoria clássica, seguiria o mesmo padrão terrestre: ferro afunda ao centro, silicato flutua acima e hidrogênio residual se deposita na superfície. O problema, apontam os autores, é que nas pressões e temperaturas extremas do interior desses mundos (acima de 4.000 graus Kelvin), o hidrogênio, o silicato fundido e o ferro se comportam de maneira muito diferente. Eles se tornam completamente miscíveis — deixam de ser fases separadas e se transformam em um único fluido homogêneo. Sistema estelar TOI-1136, contendo seis exoplanetas sub-Netunos. Crédito: Stellar Catalog Sem núcleo, sem manto: uma mistura fluida A consequência é radical. Se um planeta acumular menos de cerca de 1% de sua massa em hidrogênio, ele segue o padrão terrestre, com núcleo e manto distintos. Mas se ultrapassar esse limiar, todo o seu interior se torna uma mistura turbulenta e homogênea de ferro, silicato e hidrogênio. Sem núcleo. Sem manto. Apenas um fluido único se estendendo por milhares de quilômetros até o centro. Essa estrutura alternativa, segundo os pesquisadores, explica melhor duas características observadas na população de exoplanetas que os modelos tradicionais de camadas têm dificuldade em reproduzir. A primeira é a chamada “lacuna de raio” — a escassez de planetas com tamanhos intermediários entre super-Terras e s...

Fonte: Olhar Digital
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