Um relatório do Goldman Sachs projeta que o uso de inteligência artificial agêntica pode elevar o consumo de tokens em até 24 vezes nos próximos anos, e empresas como Uber e Microsoft já estão sentindo os efeitos dessa escalada antes mesmo de esse cenário se concretizar. A combinação de gastos crescentes sem retorno proporcional em produtividade está forçando grandes companhias a revisitar suas estratégias de adoção de IA. 99% dos líderes esperam demitir por causa da IA, aponta pesquisa O que vem depois da Lei de Moore? A Huawei tem uma resposta O caso da Uber virou símbolo do problema. O CTO da empresa, Praveen Neppalli Naga, revelou que a companhia esgotou todo o orçamento anual de 2026 destinado ao Claude Code — ferramenta de programação assistida por IA da Anthropic — ainda em abril. Segundo o COO Andrew Macdonald, em entrevista ao Business Insider, mais código está sendo produzido, mas "era muito difícil traçar uma linha" entre esse volume e melhorias reais no software entregue aos usuários. Os números internos da Uber reforçam a escala do fenômeno: mais de 80% dos engenheiros da empresa usavam IA agêntica e mais de 60% do código era gerado por IA. Mesmo assim, o gasto não se traduziu em um aumento equivalente de funcionalidades para o consumidor. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- CEO da Uber, Dara Khosrowshahi (Imagem: Reprodução/Uber) Microsoft recua no Claude Code A Uber não está sozinha. A Microsoft começou a revogar o acesso dos seus desenvolvedores ao Claude Code no início de maio, com previsão de migração completa para a ferramenta interna Copilot CLI até 30 de junho. A justificativa oficial é a consolidação das equipes nas próprias ferramentas da empresa, mas a mudança acontece exatamente no fim do ano fiscal da Microsoft, o que levantou interpretações sobre uma motivação também financeira, segundo o portal Tom's Hardware. A empresa também anuncio...
Fonte: Canaltech
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