O fenômeno climático El Niño de 1997-98 deixou um rastro de destruição global e ainda é considerado por cientistas o mais severo já registrado. Entre maio de 1997 e junho de 1998, o evento provocou secas, enchentes, incêndios florestais, surtos de doenças e ondas de calor em várias regiões do planeta, além de causar prejuízos estimados em US$ 5,7 trilhões. Agora, organizações meteorológicas acompanham sinais de que um novo El Niño pode ganhar força até julho de 2026. Embora o cenário atual ainda não repita o comportamento observado no fim da década de 1990, pesquisadores monitoram o aumento das temperaturas no Oceano Pacífico equatorial. El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, capaz de alterar o clima em várias partes do mundo – Imagem: arpho visual / Shutterstock Como o El Niño de 1997-98 começou? Os primeiros sinais surgiram no fim de 1996, quando meteorologistas identificaram temperaturas oceânicas em elevação no Pacífico. Em fevereiro de 1997, uma extensa faixa de água quente já se espalhava do Peru até a Nova Guiné. Nos meses seguintes, o aquecimento avançou e elevou as temperaturas abaixo da superfície para mais de 6 °C acima do normal. Quando esse calor chegou à superfície, cientistas perceberam que se tratava de um episódio excepcionalmente intenso. O fenômeno foi o primeiro El Niño monitorado cientificamente do início ao fim, graças à ampliação dos sistemas de observação oceânica após o evento devastador de 1982-83. Eventos extremos atingiram diferentes regiões O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico tropical e por mudanças na pressão atmosférica. Apesar de ocorrer no oceano, seus efeitos atingem o planeta inteiro. Durante 1997 e 1998, o aumento das temperaturas globais transformou aquele período no ano mais quente já registrado até então. Em várias regiões, o excesso de calor favoreceu chuvas intensas e enchentes. No Chifre da África, inundações contribuíram para surtos d...
Fonte: Olhar Digital
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