Câncer de próstata: CFM aprova terapias menos invasivas e com menor índice de sequelas urinárias e sexuais

Câncer de próstata: CFM aprova terapias menos invasivas e com menor índice de sequelas urinárias e sexuais
O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso de duas novas terapias para casos selecionados de câncer de próstata localizados no Brasil: o ultrassom focado de alta intensidade (conhecido como HIFU) e a crioterapia. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (28) e libera a aplicação das técnicas para pacientes classificados como de risco intermediário favorável. As técnicas atuam apenas sobre a região atingida pelo tumor e surgem como alternativa menos invasiva em comparação aos tratamentos tradicionais, como cirurgia e radioterapia. A expectativa é diminuir complicações ligadas às funções urinárias e sexuais após o tratamento. A medida vale somente para pacientes com lesão restrita a uma área da próstata. Casos considerados mais agressivos continuam fora da indicação prevista pela nova resolução do CFM. Para quem tem pressa: Novas terapias focais passam a ser autorizadas para um grupo específico de pacientes com câncer de próstata localizado; Métodos concentram o tratamento apenas na área afetada e prometem reduzir sequelas comuns da cirurgia e da radioterapia; Resolução do CFM limita o uso das técnicas a tumores menos agressivos e prevê acompanhamento contínuo após o procedimento. Novas terapias podem diminuir problemas urinários e sexuais (Imagem: Julien Tromeur/Shutterstock) A autorização acompanha uma mudança gradual na forma como o câncer de próstata vem sendo tratado nos últimos anos. Com o avanço dos exames de imagem e a identificação mais precisa das características dos tumores, especialistas passaram a distinguir melhor quais pacientes precisam de abordagens radicais e quais podem receber tratamentos localizados. Até poucos anos atrás, os pacientes diagnosticados com câncer de próstata eram encaminhados, na maioria dos casos, para duas abordagens tradicionais: a remoção integral da próstata ou a aplicação de radioterapia em toda a glândula. Apesar dos bons resultados no controle do tumor, os dois métodos podem provocar consequências urinárias, sexu...

Fonte: Olhar Digital
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