A "fricção do bem": por que a IA não deve substituir o esforço criativo

A "fricção do bem": por que a IA não deve substituir o esforço criativo
Por Matheus Coneglian* Caminhar pelo SXSW 2026 é incrível para sentir-se imerso com tecnologia, filmes e inovação! Leu aí? Esse é um dos principais motivos para eu acreditar que a Inteligência Artificial ainda tem as suas limitações e a mente humana está alguns anos de sentimentos à frente. A frase aí de cima foi gerada a partir de um prompt que eu pedi para uma IA, solicitando uma frase de abertura criativa e que impactasse o leitor que fosse ler o meu artigo. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- E, me desculpa IA, mas essa frase não poderia soar mais clichê e desinteressante. Como eu posso impactar alguém, de verdade, e com sentimento, se eu não coloco tudo o que eu vi e senti durante um evento tão relevante como o SXSW? O impacto positivo da IA na indústria criativa Retrocesso imensurável | IA ameaça o aprendizado da escrita, critica autor Minha experiência em Austin vai de encontro com algo que eu acredito profundamente: IA é, claramente, um diferencial absurdo para os tempos que estamos vivendo, tanto é que é assunto de 10 a cada 10 palestras aqui ou em qualquer outro evento de inovação do mundo. Confesso que, humildemente, não consigo listar toda a capacidade de uma IA, que deve mover mundos. Mas sei também que os humanos possuem algo que ela não tem, e que traz todo valor a uma era que, no quesito criatividade, tem sido deixada de lado: o sentimento e o poder do criar. A mensagem mais forte que ouvi nesses dias de evento não foi sobre modelos de IA tecnológicos e disruptivos, e sim sobre mentes. Sobre fricção. Sobre o valor daquilo que só o humano ainda é capaz de fazer: sentir, errar, lembrar, pertencer, aprender. E que a fricção humana faz parte da vida, e é uma fricção do bem. Mais do que um texto “sobre IA” ou sobre valores humanos, o que eu quero passar nesse artigo é sobre o que a IA não consegue – e talvez nunca devesse – substituir. Disney e a perg...

Fonte: Canaltech
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