Em meio à escassez e à disparada nos preços das memórias, a Meta desenvolveu uma solução ousada para cortar custos em seus data centers focados em inteligência artificial. A dona do Instagram e do Facebook criou um chip próprio capaz de reaproveitar pentes de memória DDR4, retirados de servidores antigos, e integrá-los diretamente em máquinas de última geração que, nativamente, aceitam apenas o padrão DDR5. A tecnologia por trás dessa reciclagem de hardware é um chip customizado (ASIC) batizado de "Vistara". Ele atua como um expansor de memória baseado no protocolo Compute Express Link (CXL 2.0) via interface PCIe 5.0. Na prática, o Vistara cria uma ponte de comunicação que permite que módulos DDR4-2400 operem em perfeita harmonia ao lado de memórias de ponta DDR5-6400, sem que o processador principal rejeite o hardware antigo. Memórias DDR4 coexistem com DDR5 em servidores da Meta Cada uma dessas novas máquinas conta com um processador AMD EPYC de 158 núcleos (da arquitetura "Turin") e 768 GB de RAM DDR5 local e mais 256 GB de DDR4 reciclada via CXL, totalizando 1 TB de capacidade por servidor. Para amenizar problemas de latência causados pelo tráfego de dados na interface PCIe, a Meta otimizou o pipeline de hardware e reduziu o atraso de ida e volta para cerca de 50 nanossegundos. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Largura de banda de memórias DDR4 via CXL é muito menor que DDR5 (Imagem: Meta/Reprodução) Enquanto a Meta costuma atualizar seus servidores a cada três ou cinco anos, os módulos de memória RAM continuam perfeitamente saudáveis por ainda mais anos, até mesmo mais do que o dobro disso. Antes descartados, esses terabytes de DRAM ganham sobrevida nas plataformas "MemServer" da empresa. O impacto financeiro e operacional da estratégia é grande. Além de aliviar o custo inflacionado de novos componentes, a engenharia permitiu à Meta reduzir em 25% a quan...
Fonte: Canaltech
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