O criador do Linux, Linus Torvalds, voltou a falar sobre o impacto de IA no desenvolvimento do sistema operacional. Em tom mais brando, o desenvolvedor reconheceu o potencial da tecnologia para encontrar bugs, ainda que possa resultar em lançamentos mais “inchados”. Em conversa durante o evento Open Source Summit Índia 2026, Torvalds destacou que “estamos num ponto em que espera-se que isso gere mais produtividade do que a elimine”, mas reconheceu que viu mais “lixo gerado por LLMs” do que códigos úteis nos últimos tempos. A maior crítica envolve relatos imprecisos de bugs, que podem conter alucinações. De qualquer forma, destacou que o potencial da tecnologia para identificar erros, incluindo problemas que estavam parados no sistema por anos e não foram resolvidos. As falas de Linus Torvalds são um pouco mais amenas em relação a comentários passados. No começo do ano, ele reclamou que os patches tinham mais correções do que o normal e indagou se a IA estava ajudando de fato ou apenas trazendo mais trabalho. “Fico imaginando se parte disso não se deve simplesmente ao aprimoramento das ferramentas de IA — e se não esbarramos em algum "obstáculo" relacionado a isso”, comentou em post de blog. E o Linux 7.1? O papo não focou apenas na inteligência artificial: Torvalds falou sobre o desenvolvimento do Linux 7.1, próxima versão do kernel do Pinguim. A atualização será feita aos poucos, sem a expectativa de um grande lançamento — o criador do sistema prefere uma progressão mais estável e com avanços contínuos. Mesmo com o excesso de correções impulsionadas pela IA, o kernel segue o cronograma conforme o esperado. O Linux é uma opção confiável para quem não migrou do Windows 10 para o 11: confira algumas distribuições populares do sistema. {{WHATSAPP_CHANNEL}}
Fonte: Canaltech
Leia mais: https://canaltech.com.br/software/criador-do-linux-recua-em-previsao-sobre-uso-de-ia-e-produtividade/
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