Do laboratório ao front: robôs humanoides podem ingressar em guerras já em 2027

Do laboratório ao front: robôs humanoides podem ingressar em guerras já em 2027
Robôs humanoides equipados com inteligência artificial podem começar a ser avaliados para funções militares com armas a partir de 2027, segundo a empresa norte-americana Foundation Future Industries, que já realizou testes com seus equipamentos na Ucrânia. A companhia, especializada no desenvolvimento de máquinas humanoides para usos civis e militares, afirma que a tecnologia não deve substituir drones, mas atuar em missões terrestres nas quais a presença de soldados representa maior risco, especialmente em operações que exigem precisão. O avanço ocorre em meio ao debate internacional sobre armas autônomas e sobre os limites do uso de inteligência artificial em conflitos. Para a empresa, os robôs teriam aplicações específicas, como missões complexas que demandem controle de danos e preservação de estruturas. Robôs seriam usados em missões de precisão, não para destruição em larga escala Phantom 2 – (Crédito: Foundation Future Industries) A Foundation Future Industries, liderada pelo executivo Sankaet Pathak, avalia que humanoides não fariam sentido como instrumentos de destruição indiscriminada. Na visão da empresa, outros sistemas, como bombas, já cumprem esse papel de maneira mais barata. Em entrevista à Euronews, Pathak afirmou que a percepção pública costuma associar robôs militares a cenários semelhantes aos apresentados em filmes de ficção científica, mas argumentou que o uso real dessas máquinas seguiria uma lógica operacional diferente. “Eu acho que temos essa reação psicológica, que [as coisas seriam] como no filme O Exterminador do Futuro, mas a realidade é que, se você realmente pensar de um ponto de vista prático, não é assim“, disse. De acordo com o executivo, humanoides poderiam ser empregados quando uma operação exigir atuação mais cuidadosa, reduzindo riscos de destruição de infraestrutura e de danos a civis. Ele também apontou que o aumento da vulnerabilidade dos soldados em áreas terrestres cria espaço para máquinas assumirem determinadas funções. ...

Fonte: Olhar Digital
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