Os deepfakes ficaram muito melhores; cientistas respondem com nova IA

Os deepfakes ficaram muito melhores; cientistas respondem com nova IA
Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um novo método para identificar vídeos manipulados por inteligência artificial (IA), os chamados deepfakes, com uma taxa média de acerto superior a 95%. A abordagem, criada por cientistas da Universidade de Tóquio (Japão) e do Instituto Max Planck de Informática (Alemanha), deixa de procurar imperfeições visuais e passa a analisar se as expressões faciais correspondem naturalmente à fala da pessoa. Segundo os pesquisadores, o sistema conseguiu detectar manipulações que passaram despercebidas por diversos detectores já existentes, representando um avanço na busca por ferramentas mais eficazes contra vídeos falsificados. O trabalho foi apresentado no artigo “ExposeAnyone: Personalized Audio-to-Expression Diffusion Models Are Robust Zero-Shot Face Forgery Detectors”, divulgado durante a edição de 2026 da Conferência IEEE/CVF sobre Visão Computacional e Reconhecimento de Padrões (CVPR, na sigla em inglês). Nossa abordagem de detecção de falsificação facial por autoaprendizagem: pré-treinamos nosso modelo de difusão de áudio para expressão em uma coleção de vídeos não rotulados em larga escala. Em seguida, personalizamos nosso modelo pré-treinado com vídeos de referência de uma pessoa de interesse (POI) inserindo um adaptador específico para o sujeito. Finalmente, autenticamos os vídeos suspeitos da POI pela distância de reconstrução por difusão – Imagem: arXiv (2026) Deepfakes se tornam cada vez mais difíceis de identificar Os pesquisadores destacam que a IA generativa já é capaz de produzir imagens e vídeos praticamente indistinguíveis de gravações reais para o olho humano. Embora essa tecnologia tenha diversas aplicações úteis, ela também amplia os riscos de desinformação, roubo de identidade e fraudes. Por isso, desenvolver métodos confiáveis para identificar deepfakes tornou-se uma das principais áreas de pesquisa em IA. O estudo foi conduzido por Kaede Shiohara e Toshihiko Yamasaki, da Universidade de Tóquio, em...

Fonte: Olhar Digital
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