Enquanto drones cruzavam o céu do Golfo Pérsico, outra guerra acontecia em paralelo, e sem barulho. Sites de notícias foram invadidos, aplicativos exibiram mensagens políticas e a conectividade à internet no Irã caiu abruptamente nas horas que se seguiram aos ataques conjuntos de EUA e Israel ao país. Medida inédita: EUA classificam Anthropic como 'risco à cadeia de suprimentos' NVIDIA não vai mais investir nas donas do ChatGPT e Claude Não houve coincidência. Segundo o doutor em Política Científica e Tecnológica e professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, Alcides Peron, o que se observa hoje no Oriente Médio é a consolidação de uma lógica que acompanha os conflitos há décadas: as guerras cibernéticas, que com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ganharam escala e sofisticação sem precedentes. "Toda guerra possui uma frente ligada ao controle da informação. Trata-se da capacidade de adquirir dados, negar o acesso do adversário a essas informações e, em muitos casos, destruir suas estruturas de comando e controle", explica Peron. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Infraestrutura valiosa Para o professor, o elemento central da guerra digital moderna não é a figura estereotipada do hacker solitário em frente a um computador, mas a infraestrutura que sustenta as operações militares: satélites, drones, antenas, cabos submarinos. Tudo conectado e interdependente. "Essa estrutura permite que diferentes forças militares operem de forma integrada, o que chamamos de interoperabilidade", diz Peron. "Proteger essa infraestrutura digital passou a ser tão importante quanto proteger sistemas de mísseis ou aeronaves. Sem isso, a capacidade de combate de um Estado fica seriamente comprometida”. Mas, quanto mais centralizado é esse sistema de comando e controle, mais vulnerável ele se torna. Um ataque bem coordenado pode desmembrar a capacidade operacional...
Fonte: Canaltech
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