A cerca de oito mil quilômetros do Brasil, no alto do deserto do Atacama, no Chile, uma das obras de engenharia mais impressionantes do século 21 ganha forma: o Telescópio Gigante Magalhães (GMT), que faz parte de uma nova era de megatelescópios projetados para quebrar todas as barreiras do conhecimento humano sobre o cosmos. Quando entrar em operação, no início da década de 2030, o GMT terá uma capacidade de nitidez nunca antes vista em observatórios terrestres. De acordo com um comunicado, o espelho primário do equipamento terá 25,4 metros de diâmetro e uma área de coleta de luz de 368 metros quadrados, permitindo enxergar galáxias formadas apenas 100 milhões de anos após o Big Bang. Espelhos do Telescópio Gigante Magalhães – Crédito: Giant Magellan Telescope – GMTO Corporation A grandiosidade do projeto reflete um consórcio internacional de 15 instituições, do qual o Brasil é parte fundamental por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Com um investimento de US$50 milhões, o país criou o Escritório Brasileiro GMT (GMT-BRO, na sigla em inglês), garantindo que cientistas e engenheiros do país assumissem papel protagonista no desenvolvimento dos instrumentos de ponta do observatório. A engenharia por trás da magia Embora a estrutura do telescópio impressione pelas dimensões gigantescas, a coleta de luz é apenas o primeiro passo. Sem os instrumentos adequados para analisar essa iluminação vinda do espaço, a astronomia não consegue avançar. Durante a primeira edição do Workshop Mirando as Estrelas, promovido pelo escritório GMT-BRO no ano passado, a então co-coordenadora do GMT-FAPESP, Cláudia Mendes de Oliveira, doutora em Astronomia pela Universidade de Columbia, professora titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), explicou a linha do tempo do projeto. “O telescópio deve ficar pronto entre 2032 e 2035. A data exata ai...
Fonte: Olhar Digital
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