O papel do Brasil na criação de um dos megatelescópios mais potentes do mundo

O papel do Brasil na criação de um dos megatelescópios mais potentes do mundo
O deserto do Atacama, no Chile, abriga o canteiro de obras daquela que será uma das maiores conquistas científicas da humanidade: o Telescópio Gigante Magalhães (GMT). O local foi escolhido a dedo por oferecer condições climáticas ímpares para a observação astronômica, contando com mais de 300 noites de céu aberto por ano, um clima extremamente seco e baixíssima poluição luminosa. Com inauguração prevista para o início da próxima década, o observatório terá um conjunto de espelhos gigantes, capaz de capturar imagens até dez vezes mais nítidas do que as do Telescópio Espacial Hubble. E por trás de toda essa capacidade de enxergar o passado distante do Universo, existe um motor tecnológico no qual o Brasil desempenha um papel central. Em vez de atuar apenas como espectador ou usuário de dados, a engenharia e a ciência brasileiras estão criando os “cérebros” e os instrumentos ópticos que farão o GMT funcionar. Renderização noturna da parte externa do GMT com edifícios de apoio em primeiro plano. – Crédito: Telescópio Gigante Magalhães – GMTO Corporation. CC BY-NC-ND 4.0. A participação nacional é viabilizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que investiu em torno de US$45 milhões no consórcio internacional responsável pelo projeto. O aporte permitiu criar o Escritório Brasileiro GMT (GMT-BRO), garantindo a engenheiros e astrônomos do país um lugar na linha de frente do projeto. Segundo o astrofísico Augusto Damineli, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP) e copesquisador principal e coordenador do Projeto GMT/FAPESP, essa empreitada vai muito além do direito de observação. Em entrevista ao Olhar Digital, ele destacou que o benefício real para o país está na colaboração direta no desenvolvimento de tecnologia de ponta em áreas como óptica, mecânica fina, robótica e no gerenciamento de projetos de alta complexidade. Intercâmbio e formação de elite A colaboração entre...

Fonte: Olhar Digital
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