O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes para o uso de inteligência artificial em escolas e universidades brasileiras. Entre as principais mudanças está a proibição de sistemas de IA para corrigir, avaliar ou atribuir notas a redações e provas dissertativas, independentemente da etapa de ensino. A medida faz parte das Diretrizes Orientadoras da Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira e vale para instituições públicas e privadas. O texto ainda precisa ser homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) para entrar em vigor. Depois da publicação, escolas, universidades e redes de ensino terão 12 meses para adaptar políticas, contratos e procedimentos. As proibições previstas no parecer terão aplicação imediata após a publicação da resolução. IA não poderá corrigir redações A principal mudança está nas avaliações que dependem de interpretação. A inteligência artificial não poderá corrigir redações ou respostas dissertativas, atribuir notas ou conceitos nem determinar o mérito do trabalho apresentado pelo estudante. A restrição também impede um uso mais indireto da tecnologia. A escola não poderá utilizar uma IA para fazer uma pré-correção e entregar ao professor uma sugestão de nota que sirva como base para a avaliação. Já as provas objetivas poderão continuar contando com ferramentas automatizadas. Nesse caso, porém, a IA será considerada um recurso de apoio de alto risco e o resultado precisará passar por uma validação humana prévia, qualificada e documentada. As instituições também terão de manter registros sobre o processo de correção, permitir a contestação dos resultados e acompanhar possíveis erros e vieses dos sistemas utilizados. Detector de IA não poderá punir aluno sozinho As novas regras também atingem os chamados detectores de inteligência artificial, ferramentas que tentam identificar se um texto foi produzido por um sistema generativo. Uma escola não poderá usar apenas o...
Fonte: Canaltech
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