A Polícia Federal identificou uma operação que combinava dados reais, Word, programação, assinaturas digitais e edição de PDFs para montar documentos usados para sustentar cessões fictícias de crédito consignado. O esquema envolvia a Tirreno Consultoria, o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Segundo a investigação, a Tirreno foi usada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master. Quando funcionários tentaram retirar datas e outras informações dos arquivos, a própria documentação digital deixou pistas sobre a cronologia. PF identificou uma estrutura que combinava dados reais, programação e edição de PDFs para montar documentos ligados ao Banco Master. – Imagem: ArmadilloPhotograp/Shutterstock Uma linha de montagem digital Segundo o relatório técnico-pericial da PF, dados de clientes de operações antigas eram extraídos dos sistemas internos e organizados em planilhas. Essas informações alimentavam documentos produzidos em escala. Uma das ferramentas usadas foi a mala direta do Microsoft Word, que permitiu gerar 2.700 procurações em lote. Na área de tecnologia, programas desenvolvidos em C# serviam para extrair páginas específicas de PDFs, inclusive as de assinatura. Dados de clientes eram extraídos dos sistemas internos; A mala direta produzia procurações em lote; Programas em C# separavam páginas de assinatura; CCBs recebiam assinaturas digitais; Os arquivos eram reunidos em dossiês. A PF encontrou ainda um arquivo com 1.833 PDFs contendo páginas de assinatura isoladas de Termos de Consentimento. A assinatura digital entregou a cronologia A diferença entre a data escrita no documento e o registro da assinatura digital revelou parte da manipulação. Em um dos casos, a Cédula de Crédito Bancário indicava 21 de janeiro de 2025. O registro criptográfico, entretanto, apontava assinatura em 20 de junho de 2025, às 14h02min39s. Os Termos de Consentimento também passaram por alterações. Em uma conversa de 20 de junho, All...
Fonte: Olhar Digital
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