Crítica Resident Evil | A adaptação perfeita existe

Crítica Resident Evil | A adaptação perfeita existe
Com a produção do cineasta Zach Cregger, Resident Evil volta aos cinemas com a proposta de entregar uma adaptação digna dos 30 anos que a franquia de survival horror completa em 2026. O peso é gigantesco, já que houve tentativas de levar os mortos-vivos para as telonas duas vezes — sem muito sucesso. Em Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002), tanto foi modificado que os fãs sequer reconheciam os elementos da saga. Em Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City (2021), uma nova iniciativa tentava resgatar a fidelidade aos games, mas seguiu sem agradar o grande público. Em resumo, a ideia nunca concluiu seu objetivo. Isso até a chegada do diretor de A Hora do Mal (2025) e Noites Brutais (2022), que garantiu ser fã da experiência original e trazer uma verdadeira jornada que os espectadores mereciam. O que você verá nas telonas é a primeira investida bem-sucedida para dar vida a este universo, em sua forma definitiva.  A obra estrelada por Austin Abrams (Cidades de Papel e A Hora do Mal) consegue tirar o que há de melhor em Resident Evil, de forma que todos os entusiastas ficarão felizes com as homenagens e poderão aproveitar uma campanha inédita dentro dos horrores que aguardam cada ser vivo que passa por Raccoon City. O mal singular Quando você pensa na produção, é importante ter em mente que ela não abraça os personagens e elementos que existem na franquia clássica. É a história sobre um personagem, Bryan, assim como mostra a experiência dele dentro deste apocalipse zumbi. No fim das contas, se alguém espera ver Chris, Claire, Leon, Jill e outros heróis, pode tirar seu morto-vivo da tumba. Existem referências emblemáticas a muitas coisas — da máquina de escrever às ervas, mas nunca passará disso. Este é o grande acerto do longa. Mesmo sem isso, Zach Cregger criou uma imersão completa para acompanharmos o protagonista dentro deste mundo. Abrams traz este papel brilhantemente, que é digno de nota: ele de fato é uma figura “burra” e “sem noção”, em meio ao caos visto na tr...

Fonte: Canaltech
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