Microsoft e Google derrubam marketplace de cibercrime de R$ 350 milhões usado para aplicar golpes em larga escala

Microsoft e Google derrubam marketplace de cibercrime de R$ 350 milhões usado para aplicar golpes em larga escala
Um marketplace criado para facilitar golpes e ataques virtuais foi desmantelado após uma operação que envolveu Microsoft, Google e autoridades de diferentes países. A plataforma, chamada RedVDS, vendia máquinas virtuais prontas para atividades criminosas, incluindo campanhas de phishing, invasões de contas e fraudes por e-mail. A operação foi viabilizada em parte pelo compartilhamento de informações entre as empresas por meio do Global Signal Exchange (GSE), organização sem fins lucrativos criada para permitir que empresas compartilhem, de maneira segura, sinais relacionados a ameaças digitais. O RedVDS funcionava como um verdadeiro marketplace de infraestrutura para o cibercrime. Os clientes podiam contratar máquinas virtuais com software não licenciado e utilizá-las para executar golpes e ataques. O serviço oferecia uma máquina virtual preparada para esse tipo de atividade por a partir de US$ 24 por mês (cerca de R$ 127). A Microsoft identificou o RedVDS durante uma investigação conduzida por sua Digital Crimes Unit (DCU). A empresa, posteriormente, entrou com ações judiciais nos Estados Unidos e no Reino Unido para obter o controle dos domínios utilizados pela operação. Marketplace servia como infraestrutura para golpes O RedVDS não era, por si só, um malware. O serviço funcionava como uma infraestrutura que fornecia aos criminosos máquinas virtuais com acesso administrativo e poucas restrições; De acordo com a investigação da Microsoft, os servidores utilizavam imagens clonadas do Windows e podiam ser criados rapidamente a partir de uma configuração-padrão. Isso permitia que novos ambientes fossem disponibilizados em poucos minutos; A empresa identificou o grupo responsável pela operação como Storm-2470. Segundo a Microsoft, o RedVDS estava disponível publicamente desde 2019 e oferecia servidores localizados em países, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Holanda e Alemanha; O serviço também aceitava pagamentos em criptomoedas. Bitcoin e Litecoin es...

Fonte: Olhar Digital
Leia mais: https://olhardigital.com.br/2026/09/21/pro/microsoft-e-google-derrubam-marketplace-de-cibercrime-de-r-350-milhoes-usado-para-aplicar-golpes-em-larga-escala/