Essa cidade do sertão mineiro ficou milionária após descoberta de pedras preciosas

Essa cidade do sertão mineiro ficou milionária após descoberta de pedras preciosas
O cheiro de fogão a lenha e o silêncio da serra recebem quem chega a Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais. A Princesinha do Sertão guarda um passado de garimpo milionário, um queijo que acaba de ser regulamentado pelo estado e formações rochosas com pinturas que ninguém sabe exatamente quantos séculos têm. De Fortaleza a Pedra Azul: a água-marinha que mudou tudo Durante décadas, a cidade se chamou Fortaleza, nome que a Pedra da Rocinha, monólito de 200 metros a 700 metros do centro, inspirou nos primeiros moradores: o rochedo lembrava um forte. Em 1927, um funcionário contratado para abrir trincheiras na Fazenda Laranjeiras encontrou o que ninguém esperava: um bamburro de águas-marinhas. O dono da terra, João de Almeida, tornou-se um dos homens mais ricos do Brasil. Nos primeiros cinco anos, a lavra extraiu mil quilos da pedra preciosa. Em valores atuais, essa produção equivaleria a cerca de R$ 80 milhões. Essa cidade de Minas nasceu de um dos maiores garimpos de pedras preciosas-Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) A riqueza financiou casarões ecléticos na avenida principal, um ginásio de referência regional e serviços que atraíam estudantes do norte de Minas Gerais e do sul da Bahia. Em 1943, a lei federal proibiu cidades com nomes iguais, e a mineira não poderia dividir o nome com a capital cearense. Foi Nelson de Faria, imortal da Academia Mineira de Letras, quem sugeriu o novo nome em plebiscito popular: Pedra Azul, em alusão às águas-marinhas. A maior delas viria décadas depois: a Pedra Dom Pedro, encontrada nos anos 1980, pesava 45 quilos e é a maior água-marinha já descoberta no mundo. Esculpida em obelisco de 35 cm pelo artista alemão Bernd Münsteiner, está em exposição permanente no Museu Smithsonian, em Washington. O queijo que sustenta centenas de famílias no Vale do Jequitinhonha Na zona rural, o tempo tem outro ritmo. A ordenha começa antes do sol alto, o leite vai direto para a queijaria, e em horas uma massa elástica...

Fonte: Olhar Digital
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