Uma anã branca chamada WD J1330+6435, localizada a cerca de 326 anos-luz da Terra, pode ser a primeira estrela verde já identificada. Sua coloração incomum está ligada ao sódio presente na atmosfera, enriquecida pela absorção de material rochoso de um corpo planetário. A descoberta mostra que esses remanescentes estelares podem apresentar cores muito diferentes do branco azulado tradicionalmente associado a eles. A composição química da atmosfera ajuda a explicar essa variedade. Novas pesquisas revelam que anãs brancas podem brilhar em tons inesperados como verde, rosa, ciano, amarelo e roxo no espaço. – Imagem: Mark Hollands/University of Warwick O que determina as cores das anãs brancas? Anãs brancas são os restos compactos de estrelas que esgotaram seu combustível. Quando deixam de sustentar o próprio peso, seus núcleos colapsam sob a ação da gravidade, formando objetos extremamente densos. A temperatura costuma ser a principal referência para determinar a cor de uma estrela: as mais frias tendem ao laranja, enquanto astros semelhantes ao Sol parecem brancos e os mais quentes podem apresentar tons azulados. Nas anãs brancas, porém, a composição química também interfere na luz emitida. Um estudo liderado por Mark Hollands, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, mostra que elementos como carbono, cálcio e sódio podem absorver diferentes partes do espectro luminoso nas condições extremas desses objetos. “Descobrimos que essas estrelas incrivelmente densas podem produzir cores que ninguém esperava, e algumas delas realmente me surpreenderam”, afirmou Hollands. A composição da atmosfera ajuda a explicar outras tonalidades previstas pelos pesquisadores: Rosa-salmão: pode surgir quando moléculas de carbono alteram a luz emitida pela estrela. Roxo: está associado a anãs brancas com grande quantidade de carbono. Amarelo: pode aparecer em objetos enriquecidos por detritos de asteroides, cometas e sistemas planetários antigos. Ciano ou azul-claro: pode resultar de inte...
Fonte: Olhar Digital
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