O Manus, agente de IA desenvolvido pela startup chinesa Butterfly Effect, provou que a inteligência artificial já saiu da fase do deslumbramento verbal e entrou na fase da execução. O mercado passou dois anos fascinado com sistemas que escrevem, resumem e conversam. O Manus apareceu e deslocou a régua. Sua proposta é outra. Em vez de responder, ele age. Como um agente autônomo de propósito geral, é capaz de completar tarefas em um ambiente virtual com internet, arquivos persistentes e instalação de software, quase como um colega digital com computador próprio. Essa mudança de categoria tem peso técnico e econômico. Ela aproxima a inteligência artificial do trabalho concluído, e afasta o setor da era dos assistentes vistosos que produzem texto elegante e exigem supervisão constante. É aí que o Manus merece respeito. Sua arquitetura pública ajuda a entender a tração. O produto opera com ambiente isolado por tarefa e, em recursos como Wide Research, distribui o trabalho entre centenas de agentes independentes em paralelo. Em vez de forçar um único sistema a percorrer uma lista enorme de subtarefas até perder contexto, o Manus fragmenta, distribui e recompõe. A documentação também mostra integrações com Gmail, Notion, Stripe, Slack, Google Calendar, Google Drive, GitHub, além de suporte a servidores MCP (Model Context Protocol) customizados e API (Application Programming Interface) própria. Em síntese, a plataforma tenta ocupar a camada mais valiosa do novo ciclo da IA. É a parte que conecta raciocínio, ferramentas e execução em fluxos reais. Segundo o Manus, a versão 1.5 reduziu o tempo médio de tarefa de 15 minutos para menos de quatro minutos. É um ganho interno de 15% em qualidade e aumento de 6% na satisfação do usuário. A companhia informou ter alcançado US$ 100 milhões em ARR (Annual Recurring Revenue), oito meses após o lançamento superar US$ 125 milhões de revenue run rate, processar mais de 147 trilhões de tokens e criar mais de 80 milhões de computadores vi...
Fonte: Olhar Digital
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