Starlink vs satélite geostacionário: qual suporta operações que não podem parar?

Starlink vs satélite geostacionário: qual suporta operações que não podem parar?
A conectividade que sustenta serviços essenciais no Brasil, de usinas hidrelétricas a cirurgias feitas à distância, opera sob exigência de disponibilidade mínima de 99,98% ao ano. Isso equivale a no máximo 1 hora e 45 minutos fora do ar em 12 meses. Ouça o Podcast Canaltech no SpotifyOuça o Podcast Canaltech na DeezerOuça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts Quem contextualiza esses números é Murillo Carvalho, diretor de projetos e operações da Briskcom, empresa especializada em telecomunicação para o setor elétrico. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- No episódio desta segunda-feira (30) do Podcast Canaltech, Carvalho detalha como funciona essa infraestrutura invisível, e por que a Starlink, apesar de popular, não substitui sistemas de missão crítica. "A Starlink não é um serviço de missão crítica. Isso está escrito no contrato dos revendedores", afirma Carvalho. A plataforma da SpaceX não oferece garantia formal de disponibilidade, a meta interna é de 99%, sem compromisso contratual. Para comparação, um satélite geoestacionário é projetado para operar com disponibilidade entre 99,5% e 99,6%. As diferenças técnicas também são relevantes. A Starlink, em órbita a cerca de 500 km de altitude, entrega latência de 100 a 120 milissegundos na prática e download de até 220 MB/s. O satélite geoestacionário, a 36 mil km, opera com latência de 600 a 700 ms, o que inviabiliza aplicações em tempo real, mas oferece tráfego privado, banda garantida e IP fixo, recursos que contratos corporativos frequentemente exigem. Além disso, os planos da Starlink para empresas têm franquias de dados (entre 50 GB e 6 TB), enquanto serviços tradicionais costumam ser ilimitados. Quando a conexão falha, o impacto vai além da tela O setor elétrico ilustra bem a criticidade. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) monitora em tempo real empreendimentos como usinas e subestações. Uma f...

Fonte: Canaltech
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