Meta pode pagar R$ 50 milhões por posts que incentivam demissão política

Meta pode pagar R$ 50 milhões por posts que incentivam demissão política
Mark Zuckerberg é CEO da Meta, processada pelo Ministério Público do Trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo O Ministério Público do Trabalho processou a Meta por permitir e ampliar o alcance de posts que incitam a demissão de funcionários por conta do voto nas eleições. O órgão pede R$ 50 milhões de indenização e exige a retirada de publicações, com multa de R$ 500 mil por post que continuar no ar. Segundo o MPT, a Meta também precisará criar uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral e proibir publicações que incentivem a discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política. O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação contra a Meta por permitir a circulação e ampliar o alcance de publicações que incentivam empresas a demitir funcionários por sua escolha eleitoral. O órgão federal pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos, além de exigir a retirada de publicações do tipo em um prazo de 24 horas. O MPT afirma ter recebido mais de 3.080 denúncias de assédio eleitoral durante o pleito, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. Desde então, publicações nas redes sociais passaram a sugerir que empresários demitam funcionários que votaram no presidente. Parte desse conteúdo é atribuída a apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em nota, o órgão alega que a Meta é responsável pela ampla disseminação desse tipo de conteúdo, que incentiva a “discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política”. A empresa de Mark Zuckerberg também foi alvo de críticas durante as eleições por um possível tratamento desigual entre as candidaturas. O próprio TSE pediu explicações à Meta e ao X. MPT diz que Meta é responsável pelos posts Quase metade das denúncias aconteceram depois do segundo turno (imagem: Tecnoblog) As publicações são apontadas como ilegais por incentivar o assédio eleitoral, convocando empregadores a vasculhar as redes sociais de funcionários para ...

Fonte: Tecnoblog
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