O governo federal estabeleceu três níveis de prioridade para minerais críticos e estratégicos do Brasil. A medida busca orientar a atuação do Estado no setor e fortalecer a indústria nacional, com atenção especial a matérias-primas consideradas importantes para a transição energética, a tecnologia e a segurança do país. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 13.146, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (4), a norma define critérios para classificar os recursos minerais e organizar as substâncias em diferentes categorias. Nesta quinta-feira (5), o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou lista com 27 minerais, distribuídos entre as três classes de prioridade. Como funcionam os três níveis de prioridade? A classificação considera cinco fatores principais: risco geopolítico, concentração da oferta mundial, possibilidade de substituição por outros materiais, posição do Brasil na cadeia produtiva e dependência de fornecedores estrangeiros. A Classe 1 reúne os minerais que exigem atuação prioritária do Estado, devido à relevância para os interesses nacionais e à intensidade dos riscos ou oportunidades estratégicas; A Classe 2 contempla substâncias cuja importância justifica medidas para desenvolver a indústria, reduzir vulnerabilidades no abastecimento e fortalecer cadeias produtivas; Já a Classe 3 abrange minerais que demandam principalmente monitoramento estratégico e reavaliação periódica. A lista aprovada pelo conselho ficou assim: Classe 1 — Prioridade alta Terras raras; Grafita; Lítio; Níquel; Cobalto; Cobre; Manganês; Silício; Urânio. Classe 2 — Prioridade média Tungstênio; Cromo; Vanádio; Tântalo; Titânio; Fosfato; Potássio; Enxofre. Classe 3 — Prioridade baixa Nióbio; Estanho; Ferro; Zinco; Ouro; Magnésio; Molibdênio; Tório; Alumínio; Metais do grupo da platina....
Fonte: Olhar Digital
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