O lançamento da missão Artemis II na última quarta-feira (01) marcou um momento histórico: pela primeira vez em mais de meio século, uma nave tripulada deixou a órbita terrestre e partiu em direção à Lua. Após duas voltas em torno da Terra, o motor principal do módulo de serviço europeu realizou a manobra de injeção translunar, acelerando a espaçonave Orion até colocá-la em uma trajetória circumlunar de livre retorno. Esse tipo especial de órbita permite que a espaçonave retorne à Terra sem a necessidade de novas manobras de propulsão. Mas a opção por essa órbita não foi uma escolha aleatória e nem visa economizar propelente por conta da alta nos preços dos combustíveis. Essa trajetória é a que garante maior segurança para a tripulação e já foi amplamente utilizada durante as Missões Apollo, inclusive salvando a vida de três astronautas. [ Crescente terrestre visto a partir da Orion no primeiro dia da Missão Artemis 2 – Créditos: NASA ] Uma trajetória de livre retorno é, essencialmente, um caminho cuidadosamente calculado que permite que uma nave espacial viaje entre dois corpos, retornando livremente ao corpo de origem sem a necessidade de uma propulsão adicional. O movimento é determinado principalmente pela inércia da nave e por sua interação gravitacional com os dois corpos. No caso da Artemis 2, a inércia foi fornecida pelo AJ10, o motor principal do Módulo de Serviço Europeu, reaproveitado dos ônibus espaciais e uma variação dos utilizados nas missões Apollo. Depois de acionado por cinco minutos e 50 segundos, ele colocou a Órion a cerca de 38 mil km/h, com destino à Lua. Após essa manobra, chamada de injeção translunar, a espaçonave segue influenciada tanto pela gravidade da Terra, quanto da Lua, que acaba resultando em uma órbita alongada em forma de “8”. Mas quem vê os belos gráficos gerados da trajetória que vai levar a humanidade de volta à Lua, não faz ideia da matemática avançada que há por trás dela. Os primeiros passos dessa jornada foram dados em 19...
Fonte: Olhar Digital
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Fonte: Olhar Digital
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