“Caso ela diga não”: como ódio às mulheres se espalha nas redes, segundo pesquisa

“Caso ela diga não”: como ódio às mulheres se espalha nas redes, segundo pesquisa
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar a trend “Caso ela diga não“, que viralizou no TikTok com vídeos que ensinam jovens a reagir com agressões físicas a rejeições amorosas. Em paralelo, o Ministério da Justiça enviou um ofício à rede social chinesa exigindo explicações sobre a disseminação da trend.  A pasta argumenta que houve falha sistêmica no dever de cuidado da plataforma. E cobra o detalhamento das medidas de moderação proativa, auditorias nos algoritmos de recomendação e informações sobre a monetização desses vídeos. A investigação da PF, que derrubou perfis envolvidos na trend, ocorre em paralelo à divulgação de uma pesquisa internacional que acusa as redes sociais de exporem crianças e adolescentes a “níveis chocantes” de misoginia, servindo como motor para a violência no mundo real. Especialistas consultados pela BBC vinculam esse fenômeno à “machosfera”, rede de comunidades digitais que propaga o ódio, a subjugação feminina e a ideia de supremacia masculina.  A gravidade dessa influência foi ilustrada pelo caso de um jovem de 18 anos, investigado por um estupro coletivo no Rio de Janeiro, que se apresentou à delegacia vestindo uma camisa com a frase “regret nothing” (“não me arrependo de nada”, em tradução livre). É uma expressão frequentemente associada a esses grupos misóginos online. Homens da Geração Z são mais propensos a defender a submissão feminina do que gerações mais velhas, revela pesquisa O estudo, conduzido pela empresa Ipsos e pelo King’s College de Londres, ouviu 23 mil pessoas em 29 países para mapear a mudança de percepção sobre os papéis de gênero.  Os resultados acendem um alerta: em vez de maior abertura, jovens nascidos entre 1996 e 2012 (Geração Z) têm adotado posturas mais conservadoras do que as de seus pais e avós. Os dados mostram que 31% dos homens com menos de 30 anos acreditam que “a esposa deve sempre obedecer ao marido”. Em comparação, apenas 13% dos homens da geração baby boomer (com 60 anos ou mais...

Fonte: Olhar Digital
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