Para investigações criminais que envolvem apreensão de celulares e notebooks, como foi o caso do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a Polícia Federal utiliza aplicativos tecnológicos na quebra de criptografia e recuperação de mensagens apagadas. Criptografia para iniciantes: o que é e por que é importante? Como funciona a criptografia do WhatsApp? Em entrevista com a PF, o site O Globo descobriu alguns detalhes sobre as ferramentas, como Cellebrite, de uma empresa de Israel, e GrayKey, dos Estados Unidos. Com eles, é possível fazer uma cópia bruta de tudo que há no aparelho, mesmo o que o usuário pensou ter excluído definitivamente. Os peritos chamam a operação de “cópia bit por bit”. Como funciona a recuperação de arquivos Ao Globo, Wanderson Castilho, perito em crimes digitais, contou que mesmo mensagens de visualização única deixam salvos logs de mensagem, que podem ser usados para descobrir detalhes da comunicação. Vorcaro, por exemplo, tirava capturas de tela de seu bloco de notas para enviar a remetentes como imagem de visualização única. Isso, no entanto, não foi o suficiente. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- A recuperação de arquivos apagados ou criptografados é possível através do uso de ferramentas especializadas, como as usadas pela PF (Imagem: Studiogstock/Freepik) Os peritos ainda conseguem rastrear o horário de envio da mensagem e o destinatário, detalhes que tornam possível rastrear a possível mídia enviada. No WhatsApp, é possível enviar mensagens de visualização única em forma de imagens e vídeos, mas eles precisam estar no celular do remetente previamente: com dados e metadados, a PF consegue recuperar o caminho do arquivo e triangular a imagem enviada. Enquanto o Cellebrite é responsável por recuperar mensagens mesmo que tenham sido apagadas, o GrayKey quebra a criptografia de aparelhos da Apple e baixa todos os arquivo...
Fonte: Canaltech
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