Como teria sido viver o apocalipse causado pelo asteroide que exterminou os dinossauros

Como teria sido viver o apocalipse causado pelo asteroide que exterminou os dinossauros
A professora Monica Grady e o paleontólogo Michael J. Benton reconstruíram o “apocalipse” que causou a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Em artigo publicado no The Conversation nesta semana, a dupla conta a história de forma detalhada e cronológica. A dupla usou décadas de pesquisa para narrar o que aconteceu com os dinossauros desde o dia anterior ao impacto do asteroide até milhões de anos depois. Confira abaixo o texto do artigo na íntegra: Como foi o ‘apocalipse’ dos dinossauros Uma grande Tyrannosaurus rex caminha entre as coníferas de seu território, farejando o ar. Ela detecta o cheiro da carcaça de um dinossauro com chifres, o Triceratops, do qual se alimentou ontem. Ela se aproxima e arranca mais alguns pedaços de carne, mas o cheiro é repugnante até mesmo para ela. Ela desce até um lago para beber, e pequenos crocodilos e tartarugas correm para dentro da água. Mas ela mal os vê. Mais interessante é um dinossauro blindado, o Ankylosaurus, à espreita nas proximidades. Ela sabe, porém, que esse dinossauro não será uma presa fácil e ela não está desesperada o suficiente por comida para arriscar uma luta. Mal sabe ela, no entanto, que há perigos maiores a caminho. Ela olha para cima e vê uma luz brilhante descendo rapidamente do céu, acompanhada por ruídos fracos de estalos e chiados. Dupla de pesquisadores usou décadas de estudos para narrar o que aconteceu com os dinossauros desde o dia anterior ao impacto do asteroide até milhões de anos depois – Imagem: IA/Shutterstock Nossa T. rex tem uma audição excelente para sons de baixa frequência e fica perturbada com as vibrações que consegue sentir. Mas sua perturbação dura apenas um momento. Em um instante, ela foi carbonizada, e seu mundo mudou para sempre. Tudo isso aconteceu há 66 milhões de anos, quando um enorme asteroide atingiu a Terra na região que hoje é o Caribe. No final do período Cretáceo, o nível do mar era de 100 a 200 metros mais alto do que hoje, de modo que as margens do Caribe se e...

Fonte: Olhar Digital
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