*Andre Purri A decisão da Amazon de automatizar etapas centrais do processo de recrutamento com o uso de inteligência artificial marca mais do que uma evolução tecnológica no setor de recursos humanos. Ela sinaliza uma inflexão mais ampla na forma como empresas globais estão redefinindo o próprio significado de contratação, eficiência e, sobretudo, da presença humana em decisões que historicamente dependiam dela. Busca de empregos com IA do LinkedIn chega ao Brasil Oferta de vagas que exigem IA aumentou 65% em 2025, revela estudo O novo sistema, chamado Connect Talent, desenvolvido pela Amazon Web Services, conduz entrevistas de forma contínua, opera em tempo integral e produz análises automáticas de candidatos para recrutadores. Na prática, isso significa que parte relevante da triagem inicial deixa de ser intermediada por pessoas e passa a ser estruturada por modelos de inteligência artificial capazes de escalar decisões em volumes antes impensáveis. A justificativa da empresa é pragmática: lidar com ciclos de contratação massiva, como os que ocorrem em períodos sazonais do varejo, nos quais centenas de milhares de trabalhadores são integrados em janelas curtas de tempo. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Mas o ponto central não está apenas na escala, está na mudança de lógica. Ao transferir para sistemas automatizados etapas sensíveis do recrutamento, a empresa desloca a fronteira entre eficiência e julgamento humano, aproximando o processo seletivo de uma operação algorítmica contínua. Em paralelo, a introdução de uma nova filosofia interna, batizada de "humorphism", reforça essa transição ao propor que a tecnologia se molde ao comportamento humano, e não o contrário. Trata-se de uma tentativa de suavizar a percepção de automação total, mas que, na prática, não elimina a assimetria entre decisão algorítmica e intervenção humana, apenas a reorganiza. A nova ...
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